Margarida Rebelo plagia… a si mesma? – Sim…

Em Outobro de 2005, João Pedro George decide expor no seu blog (esplanar@blog.pt), um texto que depressa foi manchete, e noticia no Jornal 24H.

Depois de uma leitura exaustiva das obras de Margarida Rebelo Pinto, João George afirma que a escritora mais popular de Portugal afinal copia-se a si própria.

Sim ouviram bem – a si própria. Margarida Rebelo Pinto repete as mesmas frases e expressões, livro após livro.

A escritora entrou com uma providência cautelar contra João Pedro George, mas as suas tentativas foram inúteis, e o livro “Couves e Alforrecas” de 64 páginas acabou mesmo por sair.

Que diz então João George sobre o assunto?

Ao que parece existem frases de tal maneira geniais que o melhor é cultivá-las em todos os livros… Passo a citar alguns dos exemplos:

«As crónicas da Margarida, página 143: «E, como diz António Lobo Antunes, quando um coração se fecha, faz muito mais barulho do que uma porta». Em Não Há Coincidências; página 242: «O António Lobo Antunes diz que o coração quando se fecha faz muito mais barulho do que uma porta». Em Artista de Circo, página 147: «Quando um coração se fecha faz muito mais barulho do que uma porta, diz o António Lobo Antunes». Em Não Há Coincidências, página 22: «Saio de casa ainda é noite cerrada. O portão abre-se silenciosamente, cúmplice nas minhas saídas madrugadoras e regressos tardios»; página 132, do mesmo livro: «Saio de casa ainda é noite cerrada. O portão abre-se silenciosamente, cúmplice nas minhas saídas madrugadoras e regressos tardios».

Serão as personagens dos seus livros tão fielmente parecidas que as mesmas frases, encaixam perfeitamente nos diferentes livros? Aparentemente sim!

João George afirma que as personagens de Margarida Rebelo Pinto são quase todas uma reminiscência, sendo que todas são giras, solteiras, na casa dos trinta anos, e com os mesmos objectivos de vida. Toda a caracterização de personagens que figurem estatutos sociais baixos, são pobremente descritos.

Mais ainda, após a publicação do artigo “as gordinhas” podemos perceber a arrelia de Margarida Rebelo Pinto pelas pessoas que sabem comer bem. Senão vejamos o seu modo de adjectivação:

«Expressões como «impotente como um peixe», «cara inchada que parece um bolo», «duas loiras bem cheias com cara de couve», «cara de ovo cozido», «fazia cara de pescada enjoada»

João Paulo George refere também os lugares preferidos de Margarida Rebelo Pinto, que acabam por se tornar um cliché de tal é a forma que são utilizados, tal como o Bairro Alto ou o Lux.

Apesar de tudo, Margarida Rebelo Pinto é a escritora que mais vende em Portugal, e os seus livros são traduzidos para várias outras línguas. No entanto parece perder um pouco de popularidade depois do desastroso e discriminatório artigo “As Gordinhas”. Mas será que com o tempo, o assunto será novamente esquecido? O seu próximo livro será tão vendido como todos os outros?

Esperamos para ver… E comentar!

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O que diz Margarida Rebelo Pinto sobre as “gordinhas” … E o que tenho eu a dizer!

Hoje venho-vos falar de um tema um pouco diferente do usual, no caso, um pequeno rebate a um artigo no jornal “Sol” da autoria duma das mais famosas escritoras portuguesas, Margarida Rebelo Pinto. Para verem o artigo na integra cliquem aqui.

Ora este artigo pode ser considerado no minimo algo estereótipado, preconceituoso e a roçar na ignorância, vulgaridade e falta de bom senso.

Resumidamente, depois de ler este texto verdadeiramente insultuoso e insensivel, não percebo porque Margarida Rebelo Pinto continua a aclamar “gordinhas”.

Se tem essas ideias mais vale corrigir logo ao preconceito éticamente correcto: que chame badochas, requeijões, pequenos elefantes, porque não?

Afinal se ao texto não falta a sensibilidade, porque se dar ao luxo de eufemismos como “gordinha”?

Ora pelas palavras de Margarida Rebelo Pinto, o que é este animal generalizado, e meio humano, que adquire mais direitos que os outros, intitulado a “gordinha”? E tenham em atenção que nem sequer fala em gordinhos no masculino..

Então a gordinha é alguém que acompanha grupos de rapazes como uma melhor amiga maria-rapaz que se pode comportar como eles, e que é defendida pelos rapazes com unhas e dentes, indiferentes aos comportamentos impróprios que estas possam ter, porque afinal, não é, são consideradas meio homens… E apenas têm o direito a entrar em vias de facto se esses mesmos homens estiverem entornados em alcoól, onde qualquer coisa serve para “aliviar”.

Então a senhora Margarida não sabe que existem gostos para todos os géneros? Que nem todos os homens gostam de corpos magros? Que todos somos diferentes e que todos temos gostos diferentes?

Uns gostam de loiras, outros de morenas, outros de magras, outros de gordas, cabelos curtos, cabelos compridos, há gostos para tudo.. Porque afinal todos somos pessoas diferentes e ninguém é obrigado a seguir o estereótipo imposto pela sociedade do que é moralmente correcto, a atracção pelos corpos de sereia e pela menina bem comportada cheia de regras de etiqueta.

Ora as “gordinhas” são populares. A Margarida Rebelo Pinto não deve com certeza ter em conta todos os casos de bullying contra pessoas de excesso de peso, que os leva ao insucesso, a disturbios alimentares, e á valeta da sociedade, pois muitos desaprendem a socializar-se devido á constante gozação, e aos penosos dias de sofrimento e insultos que carregam para toda a vida, que com certeza não é a melhor ajuda para emagrecerem.

E outra questão ainda… E se essa “gordinha” fôr feliz como é? Se sentir bonita, talentosa e se comporte exatamente como aquilo que se sente por dentro, e se sinta feliz da vida, tal e qual como é? Quem é esta senhora para a vir rebaixar a dizer que esta “gordinha”não passa de uma promiscua desesperada para ter relações sexuais com o primeiro que a queira?

Quê? Não há magras que fazem exatamente o mesmo?

Mas não, estas “gordinhas” têm um estatuto especial entre os homens. Elas podem comportar-se como quiserem, enquanto que as magras e bonitas têm que se comportar com delicadeza, elegância, lucidez e sei lá eu que mais.

Pois bem, se essa é a sua experiência de vida, eu digo-lhe a minha. Tenho várias amigas magras e giras que dizem palavrões, falam alto, sabem festejar e não têm tabus nenhuns em relação á vida sexual. E estão-se a marimbar para a posição do homem quanto a isso.

Se no grupo da Margarida isto não se passa, e as boazonas não passam de más línguas que invejam as “gordinhas” simplesmente por elas serem elas próprias, e gordas felizes, que tal trocar de grupo em vez de colocar a culpa nas “gordinhas”?

Afinal no caso que relata não parecem ser elas a estar de mal com a vida. Cada um que olhe pela sua, em vez de dar sugestões maldosas sem carácter ou qualquer moral!

E não, eu não sou gorda, sou magra! E ainda assim, desprezo tudo o que ali está escrito. Absolutamente repugnante, cheio de juizos de valor, falta de ética, e senso moral.

As pessoas são pessoas. Abaixo todo o tipo de Bullying por aqueles que se consideram superiores aos outros!

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