Pretty Little Liars – A beleza é um bem superficial

Para quem vê a série e leu a minha revisão ao primeiro livro, provavelmente não vê grandes diferenças do livro para a serie. Na verdade o primeiro livro até é retratado quase que fielmente. Mas é neste segundo volume que as coisas começam a mudar ligeiramente.

Após a policia encontrar o corpo de Alison DiLaurentis no quintal traseiro da casa onde esta viveu, as quatro amigas juntam-se finalmente no funeral para uma ultima homenagem, e descobrem finalmente que “A” não ameaça unicamente uma delas, mas que todas recebem as mesmas ameaças. E todas elas têm segredos que apenas Alison conhecia. E parece que “A” já não consegue esperar para dar com a língua nos dentes.

Ora, embora tenham descobertos que são vitimas em comum, as quatro amigas mantêm-se distantes, cada uma sem querer revelar ás outras, qual a forma de chantagem que “A” utiliza para cada uma delas.

Spencer Hastings – Ser perfeita como a irmã torna-se cada vez mais difícil, agora que toda a familia descobriu o seu caso com o namorado de Melissa – Wren. Spencer está absolutamente sozinha na própria casa, onde parece que ninguém voltará a falar para ela… Mas talvez o castigo tenha sido demasiado, pois é assim que Spencer decide continuar a encontrar-se com Wren (e ao contrário do que vemos na serie, é com ele que acaba por ter relações).

Hanna Marin – Mona Vanderwall, a sua melhor amiga parece descontente com o distanciamento de Hanna. Esta no entanto tem como preocupação Sean, que parece achá-la uma leviana desesperada por sexo e acaba a relação, após Hanna tentar forçar o acto.Hanna está cada vez mais próxima dos seus actos bulimicos, mas nisto o pai reaparece na sua vida. Hanna torna a reencontrar-se com Kate (filha da namorada do pai), e decide dar-lhe uma segunda oportunidade de amizade.. Mal jogado Hanna…

Aria Montgomery-  Ezra encontra-se firme na decisão de andar com uma aluna, quando descobre no telemóvel de Aria que “A” sabe de caso. No entanto parece que Aria não consegue sofrer por um homem durante muito tempo, pois nisto aparece Sean, recém separado de Hanna. Aria desabafa com Sean o caos em que está a sua família, e como sabe que o pai tanto anos depois reatou com a antiga amante Meredith. Sean em troca conta-lhe um segredo seu: “Já não tem a certeza se quer permanecer virgem por muito mais tempo”.

Emily Fields – Parece demorar a perceber que é homossexual. Afasta-se de Maya, ignorando as suas vontades primárias. Após ser agredida por Ben (o seu ex-namorado que descobre o seu caso com Maya) é salva por Toby, o irmão de Jenna. Emily não se apercebe que Toby sabe de todo o envolvimento delas no caso Jenna, e acaba por a sair com ele, no desespero de não se sentir homossexual.

Mas parece que Toby só levou com as culpas da cegueira de Jenna, porque Alison também sabia um segredo seu. Um segredo que parece ser ainda mais repugnante do que cegar Jenna, pois Toby preferiu arcar com as culpas desse caso, do que enfrentar aquilo que Alison sabe. E não, Toby não é a boa pessoa que na serie acaba por se envolver com Spencer. Na verdade, Toby nem sequer chega terceiro livro… É ler para ver!

 

 

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Pretty Little Liars – Nunca confies numa rapariga bonita

“Três podem guardar um segredo, se duas estiverem mortas” Benjamin Franklin

A cidade de Rosewood parece ser o sitio perfeito para viver. Cheira a relva fresca no verão, e a fogões de lenha no inverno. Em vez de casas pré-fabricadas (usuais nos EUA) Rosewood é composta por mini mansões, com acabamentos em mármore, piscinas, jacuzzi, e todo o luxo possível  para os seus habitantes de classe média alta.

Ali, os adolescentes são todos parecidos. Bonitos, bem vestidos, com telemóveis de ultima geração, e carros de alta cilindrada. A vida parece perfeita em Rosewood Day… Mas não, se esgravatar-mos apenas um bocadinho.

Sara Shepard, é a autora de Pretty Little Liars. A história é narrada com uma entoação escarninha, talvez até com alguma mesquinhez, dando ênfase ao tipo de sociedade e mentalidade para onde seremos transferidos, mal damos inicio á leitura.

Alison DiLaurentis, é uma rapariga linda, perfeita, boa aluna, e uma desportista exemplar e competitiva. Todos sonham ser como Alison ou tê-la como amiga. Ou será que não?

Alison desaparece misteriosamente no final do ano lectivo do sétimo ano. No inicio todas as suas melhores amigas, choram e afligem-se. Quem levou Alison? O que lhe teram feito? No entanto com o passar dos anos, o caso começa a esmorecer. As amigas tentam encerrar o luto por Alison.

A aflição começa a dissipar-se, dando lugar a um novo sentimento – alivio…

Com Alison desaparecida, elas têm a certeza de que todos os seus segredos, estarão seguros.

As raparigas separam-se, deixando de se contactar, e passam entre si na escola, fingindo que não se conhecem.

No entanto, três anos depois, alguém as chantageia, e pretende denunciar todos os seus segredos. Todas elas em comum recebem mensagem do misterioso “A”, que parece saber todos os segredos enterrados do passado, mas também os do presente.

Aria Montgomery esteve emigrada na Islândia durante doia anos, e volta a Rosewood, com o mau pressentimento de que ali será apenas atormentada pelas más lembranças. Apenas Alison e ela, sabem do caso que o pai de Aria teve outrora com uma aluna de vinte anos, apanhado em flagrante pelas duas, num banco traseiro de um carro. Aria, esconde o que viu á mãe, mas será que “A” o fará por ela?

Não sendo a única preocupação, Aria envolvesse com um  atraente desconhecido num bar mal cheiroso, logo no primeiro dia de volta a Rosewood. Depois de um caso, nas casas de banho sujas do bar, Aria volta a reencontrá-lo, nada mais nada menos na escola, como professor Fitz, o novo professor de inglês. “A” parece estar a par, do seu novo romance. Afinal relações professor-aluna, talvez sejam de família.

Spencer Hastings é filha de uma importante família, onde ser perfeito, é mais que obrigatório. Com complexo de inferioridade habitual de irmã mais nova, Spencer combate efervescentemente Melissa (a sua irmã mais velha), ficando no entanto sempre aquém das suas expectativas. Á no entanto algo, que Spencer sempre ganha ás custas da irmã – os seus namorados. Afinal, quem manda Melissa envolver-se com rapazes tão apetitosos e sexy?  Apenas confidenciara com Alison, o caso com o ex-namorado da irmã, Ian Thomas. Mas então como é que “A” parece saber também?

Emily Fields é a filha modelo, de perfeita educação e obediência. Pratica natação com afinco para ganhar uma bolsa universitária, e namora com o capitão de equipa Ben, um rapaz atlético, bonito, de olhos azuis. Mas então porque é que Emily se sente enojada, sempre que sente a língua de Ben no seu pescoço? Porque é que Maya (uma nova aluna, residente agora na antiga casa dos DiLaurentis) parece muito mais apetecível e fresca? Emily apenas beijara anteriormente uma rapariga – Alison. Mas isso não significa que ela seja gay pois não?

Hanna Marin uma antiga tótó do grupo, gordinha e cheia de problemas de auto-estima. Após o desaparecimento de Alison, Hanna junta-se a Mona Vanderwall, outra croma, que sempre fora desprezada por Alison, e decidem reinventar-se. De um ano para o outro passam a ser as raparigas mais bonitas e populares da escola. Mas Hanna não conseguiu ficar magra apenas com exercício. A escova de dentes goela abaixo foi na verdade a sua melhor amiga para conseguir o corpo que tem actualmente. Esse vicio agora já ultrapassado (mais ou menos), dá lugar a outro – roubar artigos de luxo, nas lojas preferidas. Mas “A” não parece disposto a deixar passar e branco.

Hanna, após o esforço atroz para perder peso, e virar sexy e arrebatadora, consegue finalmente o seu objectivo, namorar Sean Ackard. No entanto todos os esforços parecem ter sido em vão, pois Sean ingressa num clube de virgindade, e parece que Hanna não é para ele, a rapariga ideal para a primeira vez.

Será que “A” denunciará os segredos de cada uma? Será que ele também sabe do caso que todas receiam em conjunto? O caso Jenna?? Apenas elas sabem o que se passou com Jenna. Mas por vontade delas, ninguém mais poderá saber.

Será por causa de Jenna que Alison desapareceu?

Nota: Após reler a colecção pela segunda vez, e de já saber quem é o “A”, não entendo como é que “A” pode ter estado em três sitios diferentes na noite da festa do Noel Kahn, quando tinha perfeito alibi e se encontrava também com os copos.. Fica por explicar….