Capitulo 4

Afinal existe a Jéssica que pensa, e a Jéssica que não pensa… Mas nenhuma que controle as duas!

O Baile de Inverno foi numa sexta á noite, chuvosa e gelada. O vento assobiava lá fora. Eu encontrava-me em casa de Susana, espalhando vestidos em cima da cama dela, escolhendo o que levar.

– Se eu fosse a ti levava o vermelho – peguei num dos vestidos pelas alças, observando-o na vertical. – O vermelho fica bem por seres morena.

– Acho que tens razão – disse ela, admirando o vestido. Era vermelho, curto e simples.

Eu já tinha escolhido. Ia levar um vestido azul noite, apertado como um espartilho, mas com saia alta e rodada, também curta.  Por cima iamos levar casacos pretos compridos, para proteger do frio.

– Então o Ricardo sempre te convidou para o baile ontem de tarde?- perguntou Susana, ajudando-me a subir o fecho ao vestido.

– Sim, convidou. Ele não tinha convidado antes, porque a nossa saída não tinha corrido bem.

– Mas gostas dele?

– Gosto.

Sentei-me na cama, e Susana procurou na carteira a caixa de pinturas, composto por um verdadeiro arsenal de pincéis de maquiagem, sombras e glitters.

– Vamos todos para casa do Dani a seguir ao baile? – perguntou-me esperançosa, enquanto testava algumas sombras, passando distraidamente um dos pinceis na mão.

– Não me parece!

– Pensei que gostavas dele…

– E gosto, mas não dessa maneira?

– De que maneira gostas então? – perguntou em desafio.

– Ainda não sei. Fomos sair umas vezes mas, acho que ainda não o conheço muito bem para andar com ele – fechei os olhos, quando ela me começou a maquilhar.

– Mas vamos a casa do Dani. Eu quero ir e sabes bem que sem ti não vou para lá sozinha. Aproveitas hoje á noite para conhecer tudo o que te falta conhecer sobre Ricardo – riu-se da sua piadinha.

Suspirei com alguma impaciência, sem no entanto me mover, pois Susana ainda me pintava os olhos com a máxima precisão. – Bem, deixa ver como corre o baile. Logo se vê.

Pareceu-me vê-la ligeiramente mais satisfeita. Sabia que Susana estava ansiosa por aquela noite, mas continuava a não acreditar na relação que esta mantinha com Daniel. Afinal, só andavam ainda á umas semanas, e a maioria do tempo zangados.

Refleti se deveria ir a casa de Dani na companhia de Ricardo, apenas para dar a oportunidade a Susana de estar com Dani. Não sabia. Ricardo convidara-nos para uma mini-festa em casa do Dani depois do baile. Mas parecia-me agora óbvio que os únicos a ir seriamos nós os quatro.

Meia hora mais tarde, estavamos prontas. Arrumávamos no armário os outros vestidos de prova, as maquilhagens, o alisador, e o babyliss.

Susana com o vestido vermelho, usava bijuterias de brilhantes, e o cabelo estava liso e comprido, na sua franja.

Eu tinha ondulado o cabelo. Susana pintara-me os olhos com risco preto carregado e sombra prateada, que combinava na prefeição com o azul noite do vestido.

Ricardo e Dani tinham alugado uma pequena limusine que nos levaria ao baile. Na verdade achava aquele pormenor demasiado extravagante. Afinal, era apenas um baile de beneficiência, nem sequer era o baile de finalistas. Mas Susana parecia radiante.

“As coisas de que Dani  é capaz, só para lhe poder tapar-lhe os olhos” – pensei, com alguma mesquinhez.

Ricardo mandou-me uma mensagem para o telemóvel. Tinham chegado.

Anda vamos – Susana deu um pulo. radiante, olhando-se uma ultima vez ao espelho, alisando com as mãos o cabelo. Sorri-lhe em resposta, caminhando atrás dela, sem grande vontade. Aquela não era definitivamente uma noite pela qual alvejava.

Saímos de casa apressadas, apertando bem o casaco contra o corpo. Senti-me congelada mal pisei o alpendre.

– Fecha a porta rápido, vou congelar.

– Estou a tentar, não sei onde pus as chaves.

Vi Ricardo sair da limusine. Parecia ligeiramente nervoso, o que claramente me agradou. Trazia um impecavel smoking, mas os suspensórios estavam caidos, e trazia sapatilhas vermelhas a combinar com a gravata. Sorriu quando me viu a aproximar. Observava-me de alto abaixo. Dani esperava dentro da limusine.

Dei a mão a Ricardo. Este sorriu-me e ajudou-me a entrar. Susana já se tinha adiantado, encontrando-se já ao lado de Dani, tirando de um balde de gelo, uma garrafa de champanhe.

– Então? Prontas para a festa? – articulou Dani. Sentava-se de pernas abertas, e braços encostados para trás, já com um copo na mão, bebendo de um só trago o conteúdo do copo. Observei-o atentamente, reparando que mirava Susana de cabeça aos pés, de olhar sério, enquanto mordia ligeiramente o lábio inferior.

– Estou a ver que não falta nada – riu Susana brindando com a taça de champanhe. Nem quero imaginar o que vais inventar para o baile de finalistas.

Contive um sorriso. Estava presisamente a pensar que Dani não duraria com ela até ao baile de finalistas para ela o  poder comprovar.

Ricardo sentou-se ao meu lado, passando-me também para a mão um copo fino, enchendo-o.

– Vamos brindar agora os dois. Para que esta saída seja melhor que a ultima – sorriu-me batendo com o copo no meu e bebendo de um trago o champanhe. Eu retribui-lhe o sorriso e dei um gole no meu.

– Vocês vão ver como o ginásio está irreconhecível – trauteou Susana no seu modo espevitado. – Fui eu que tratei de todas as decorações.

– Os bailes de escola são para bébés – retorquiu Dani, com uma expressão superior, passando a mão na perna de Susana através das meias de Lycra. Desvei o olhar. Apercebi-me do desapontamento de Susana face ao comentário.

– Se é para bebés que estamos aqui a fazer? – perguntei.

Daniel encolheu os ombros. – Ossos do oficio – forçou um sorriso fixando o olhar no meu, tempo a mais. Moveu a cabeça para a direita, afastando o cabelo castanho escuro que lhe tapava os olhos.

Senti o braço pesado de Ricardo cair-me sobre os ombros.

– Eu acho que vai ser divertido – disse calorosamente. Susana sorriu-lhe.

O caminho até á escola foi curto. A limusina parou em frente aos portões. Teriamos que ir a pé até ao ginásio onde se dava o baile. Ouvi o Dani ir combinar com o motorista, as horas para nos vir buscar.

Algumas raparigas entreolhavam-se vendo-nos chegar de limusine. Estavamos a fazer grande aparato. Susana parecia deliciada com a atenção, aproveitando que estava a ser observada, para puxar Dani para si.

Um pouco indeferente á curiosa recepção, dei a mão a Ricardo e apressei-me para o interior. Eu e Susana guardamos os casacos no bengaleiro da escola, guardando na carteira uma pequena senha.

O ginásio apresentava um baile com um tema invernal. Neve artificial de algum tipo de papel, caía vagorosamente ao chão. Laços, tecidos, e efeitos prateados, corriam o salão, fazendo parecer uma enorme pista de gelo. Algumas pinheiros brancos tinham sido colocados, e todas as decorações pareciam cristalinas. Susana fizera um trabalho estupendo.

– Não sabia que nos tempos livres eras a fada do gelo – gracejei para com ela. Susana devolveu me um sorriso, orgulhosa do seu trabalho.

Uma grande bola de espelhos tinha sido suspensa no tecto. O baile já havia começado quando chegamos e a pista de dança já estava cheia de outros estudantes que dançavam vagarosamente.

Ricardo puxou-me para ele. – Fixe Susana, está impecável.

Dani parecia pensativo, observando algo que parecia não estar á vista de mais ninguém. Susana puxou-o para si pelos colarinhos, começando a conversar com ele, mantendo as bocas quase coladas. Senti-me de imediato pouco á vontade com a presença de Ricardo.

– Anda, vamos dançar – puxei-o, arrastando-o por um braço para a pista. Agitei-me balançando o corpo, incentivando-o a dançar. Mas Ricardo era um bom dançarino. Assim as coisas nem eram muito más. Estava realmente a divertir-me.

Susana e Dani, tinham trazido a sucapa cantis de bebida. Vi Dani longe do olhar dos professores a despejar algo no ponche que imediatamente fez fila, para que todos se servissem.

A professora que fizera o ponche não cabia em si de contente. Julgava que o mérito era todo seu. Não havia no entanto, aluno que a deixasse provar daquela rodada, e desviavam-lhe sempre a atenção.

Eu e Ricardo rimos á gargalhada. Susana exibia um grande sorriso trocista, segurando o seu copo de ponche adulterado.

Servi-me também eu de um copo, e dancei com Ricardo, aquilo que me pareceu uma hora sem parar. Susana passava ás vezes por nós, dançando também, e empurrando-me directamente para a boca a bebida ácida do seu cantil.

Dani também dançou, mas não por muito tempo. Estava constantemente a perder os dois de vista. Mas depressa perdi o interesse. Continuava a dançar. Saltava, balançava na brincadeira os braços de Ricardo, e chegamos ainda a tentar uma coreografia que este tentava a todo o custo ensinar-me. Sorria-a finalmente, sem que a pressão dos músculos da face se fizesse sentir.

– Chega, estou cansada – disse a certa altura, passando a mão na testa suada – vou sentar-me.

– Vou buscar umas bebidas então – disse Ricardo. Uns colegas da turma dele estavam a acenar a um canto, chamando-o.

– Vai ter com eles um pouco, enquanto eu me sento.. Tenho que descansar por causa dos tacões. – retorqui. Ele pareceu hesitante – Vai lá, eu vou buscar uma bebida para mim – insisti.

Ricardo concordou e juntou-se aos colegas. Eu dirigi-me á mesa, pondo num copo de plástico uma concha de ponche com sabor a maçã. Aquele não havia sido adulterado. Perto da mesa havia uma pequena banca de diversão. Atiravam setas para um alvo para ganhar os peluches de tamanho médio, um quanto ou tanto disformes.

Era a professora de psicologia que distribuia as setas e recebia o dinheiro. Estava tão elegante como uma actriz no tapete vermelho. Toda ela inspirava elegância, e o vestido dourado, justo, realçava a sua magreza. Vários rapazes faziam fila, tentando falar com ela.

“Para o ano a turma de psicologia vai ter com certeza mais alunos.” – pensei.

Sentei-me numa mesa ali próxima. O rapaz da minha turma de psicologia estava lá. Olhava para a barraca das setas, mas depressa desviou, quando me viu chegar. Usava o cabelo comprido num desalinho perfeito, suspenso com gel, que despenteava para os mais diversos lados. Usava uma camisa branca entreaberta, e tal como Ricardo tinha suspensórios suspensos.

Olhei para ele, não sabendo se deveria cumprimentá-lo ou não. Dei um gole no ponche.

– Vi-te a chegar – disse ele. Pelo menos não tive de ser a primeira a cumprimentá-lo.

– Sentei-me nesta mesa por acaso – defendi-me.

Ele riu-se. A minha arrogância parecia diverti-lo. – Não foi agora. Vi-te a chegar á escola.

– Que bom.

– Gostas de chegar em bom aparato.

– E agora? – perguntei, desdenhando-o.

Voltou a sorrir. -Estava só a perguntar-me no que pensa alguem com uma vida tão perfeita, durante tantas horas, á janela durante as aulas.

– Já te disse, não estou o tempo todo a olhar para a janela.

– Ou porque derretes dois cigarros num minuto ás escondidas do teu namorado?

– Ele não é meu namorado – mas porque raio lhe estava a dar satisfações? – Andas a observar-me?

– Não, tu por acaso é que me apareceres a frente.

– Acredita que não faço questão.

– Vá lá, não sejas assim. Tu querias ajuda para estudar, lembras-te? – voltou ele, na sua boa disposição habitual.

– Não sei se vale a pena o sacrificio.

– A sério, quando é que nos encontramos?

– Desculpa?

– Para acabarmos o trabalho. É para entregar na proxima aula, lembras-te?

– Hum, pois é. Que tal amanha á noite? Para despacharmos isso?

– Sábado á noite? – perguntou perplexo.

– Quanto mais depressa estiver despachado melhor. Para ti não dá?

– Dá. Sábado á noite em tua casa? Soa como se fosse um encontro  – riu-se.

– Sonha com isso hoje á noite – respondi. Peguei numa caneta e papel que estavam sobre as mesas, para o Karaoke que ia haver no final. Escrevi por detrás de um papel a minha morada e entreguei-lhe. Amanha por volta das sete. Estamos á vontade.

– Mal posso esperar- disse com um olhar brincalhão guardando o papel. O seu olhar desviou-se entretanto para a barraca das setas. –  Tenho que ir. Até amanhã então.

Levantei-me também. Queria encontrar Susana ou Ricardo. Algumas pessoas cumprimentavam-me mas eu não lhes dava grande atenção, limitando-me a um pequeno aceno.

Se não fosse presisar da sua ajuda para o trabalho nunca me submeteria a tal confiança. Ainda enervada, passeei-me pelo salão.

Encontrei Susana bebendo o que me pareceu ser novamente um ponche adulterado. Tive a certeza quando a vi já meia cambaleante. Dani não estava com ela.

– Jéssica! Pensei que estivesses com o Ricardo. Provavelmente nalguma sala de aula – riu.

– Não, ele foi ter um pouco com os colegas dele. E o Dani?

– Também, acho eu – o assunto não pareceu agradar-lhe – Vamos chamá-los? Dormimos em casa dele?

Já me tinha esquecido que eles tinham combinado ir para lá. Provavelmente Susana estava desejosa de ir, antes que sem reparar, outra fosse no lugar dela. Andar com o capitão da equipa de futebol não era lá grande ideia.

Alguém me abraçou pelas costas, dando-me um beijo no pescoço. Era o Ricardo. Pelo cheiro da sua respiração, um dos cantis tambem lhe tinha ido parar ás mãos.

Dani apareceu também, não soubemos de onde.

– Querem ir andando?  – perguntou.- A festa já deu o que tinha a dar.

Susana lançou-me um olhar implorativo. Acenei afirmativamente, sem estar completamente convencida. Um sorriso inundou-lhe a cara. Fomos buscar os casacos, entregando a pequena senha que eu guardara. A limusine já nos esperava em frente aos portões.

Eles os três estavam bêbedos. É sempre tão mau ser a unica sóbria no meio de bêbedos. São sempre tão estúpidos e sem piada. Agarrei a garrafa de champanhe que ainda estava no balde de gelo, já meio derretido. Bebi directamente do gargalo. Não ia ter grande sorte com o champanhe mas era melhor que nada.

A viagem até casa de Dani foi feita no meio de risinhos e piadas sem sentido, das quais me consegui abstrair. Apertei com força a garrafa de champanhe. Sentia-me obviamente deslocada.

Dani vivia numa pequena vivenda não muito longe dali. Havia uma piscina nas traseiras, agora só com água lodosa da chuva com folhas a boiar. Entramos logo para nos protegermos do frio. A temperatura dentro de casa era agradável. Uma lareira a gás tinha sido previamente acessa e iluminava toda a sala.

– Eu e a Susana vamos lá para cima. Estejam a vontade para se servirem do que quiserem – disse Dani.

Susana estava tão bêbeda que nem sequer trocou olhar comigo.

Vi-os desaparecer em direcção á cozinha. Depois deixei de os ouvir.

Deitei-me numas grandes almofadas que tinham sido deixadas perto da lareira. Ricardo tirou o casaco e os suspensórios, e deitou-se também a meu lado.

Ahhh estava ansioso por me sentar – afirmou, estendendo-se ao comprido confortávelmente, olhando para a lareira.

– Também eu – disse. Tirando finalmente os tacões. Mas valeu a pena, foi divertido.

– Esperei a noite toda para estar sozinho contigo- disse puxando-me uma mecha de cabelo. – Já te tinha dito que hoje tive como par a rapariga mais linda da cidade?

Ri-me. Estar bêbedo e não dava para mais.

– Que boca mais fatela – disse empurrando-o com a mão na cara dele. Tens a certeza que os pais do Dani não vão aparecer por aqui enquanto dormimos?

– Nah, não estão na cidade.

Ele puxava-me para ele, suave mas firmemente.

– Afinal o que se anda a passar contigo? – perguntou, mais perto da minha cara. Os seus olhos castanhos não desvaivam o olhar, procurando uma resposta.

– Porque perguntas isso? Não se passou nada, foi divertido.

– Não estou a falar de hoje. Sei lá, das ultimas vezes que estive contigo, davas-me a entender tanta coisa. O que é que mudou.

– Não mudou nada – disse firmemente.

– Mesmo?

– Sim – respondi, sem grande convicção. Era o que realmente queria poder sentir.

Ricardo olhou-me durante uns segundos. Deixei que me beijasse, procurando gostar sentir-me bem com ele. Roçou primeiro os lábios nos meus, devagar, começando aos poucos a exercer mais força. Tentei aliviar um pouco a pressão que ele estava a exercer. Ele parou, fixando-me.

– Vês? Algo se passa contigo.

– Não me estou a sentir á vontade – admiti.

– Na festa parecias tão confortavel a meu lado. Mas quando ficamos sozinhos pareces outra. Nunca sei como agir contigo. Não sentes a mesma vontade que eu sinto para estar contigo?

– Não, não sinto.

– Porquê?

– Não sei – respondi sinceramente. Parecia desiludido.

– Desculpa – murmurei.

Ele sorriu, talvez com alguma tristeza escondida.

– Não é uma questão de desculpa – voltou a beijar-me. – Só queria sentir a mesma vontade que sentia vinda de ti á umas semanas atrás.

Sorri-lhe. Estava seguramente pouco á vontade e aquele discurso estava a envergonhar-me. Não queria nada estar ali. Ricardo abraçou-me. Tentei sentir-me reconfortada mas não consegui. Beijamo-nos durante mais algum tempo, e pouco depois ele adormeceu, com o braço por cima de mim. Tentei dormir também mas estava completamente desperta.

Observei-o a dormir. Ricardo era impecável. Se ele soubesse como eu queria estar com ele. Mas os meus sentimentos não acompanhavam o que eu pensava. Os meus valores morais viam em Ricardo o namorado perfeito. Mas pelos vistos o meu inconsciente não estava de acordo. Ri-me sozinha. Afinal talvez Freud fizesse mesmo algum sentido. A ideia divertiu-me. E tão repentinamente que nem eu própria me apercebi do que estava fazer, levantei-me peguei no meu casaco, chamei um táxi e fui para casa.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s