As Cinquenta Sombras mais negras !! Só sai em Outubro, mas aqui está o prologo para vos aguçar o apetite!!

Prólogo

Ele está de volta. A mamã dorme, ou então está doente outra vez.

Escondo-me, encolhido debaixo da mesa da cozinha.Consigo ver a mamã através dos meus dedos. Está a dormir no sofá. A sua mão toca no tapete verde pegajoso, e ele está a usar as suas grandes botas de fivelas brilhantes, ao pé da minha mãe a gritar.

Bate na mamã com um cinto.

– Levanta-te! Já! Não passas de uma cabra marada! Não passas de uma cabra marada! Não passas de uma cabra marada! Não passas de uma cabra marada!

Ouço a mãe a soluçar.

– Pára. Por favor pára! – ela não grita, apenas se encolhe.

Tapo os ouvidos com os dedos e fecho os olhos. Silêncio.

Ele volta-se, e posso ver as suas botas quando entra na cozinha. Ainda trás com ele o cinto, e está a tentar encontra-me.

Ele pára e sorri. O seu cheiro é nojento, a cigarros e bebida.

– Aqui estás tu, sei pedaço de merda!

Um arrepio gelado acorda-o. Meu Deus!

Está encharcado em suor, e o coração bate descontroladamente. Que caraças?

Senta-se hirto na cama e deita a cabeça sobre as mãos.

Voltaram. O barulho era eu

Respira fundo, tentando limpar da mente o cheiro a bebida barata e cigarros.

*************

 

Hmmm o prólogo é pequenino mas podemos ter uma ideia que a continuação promete desvendar todas as cinquenta sombras de Christian Grey.. Ansiosos pelo livro? Só sai em Outubro, mas aqui no blog vamos continuar a dar uma espreitadela nos próximos capítulos… Sigam tudo através do facebook!

As Cinquenta Sombras de Grey

Se gostam de ler, visitam livrarias, ou se pelo menos ouvem falar de livros, já sabem que “As cinquentas sombras de Grey” é a nova triologia que anda a dar que falar!!

Mas sabem porquê?

O livro promete aumentar substancialmente a libído dos leitores, nomeadamente o publico feminino, numa história de conteúdo sexual depravado e sadomasoquista.

Mas o que realmente podemos esperar do livro?

Bem, logo no inicio podemos perceber a semelhança das personagens principais, Anastasia Steele e Christian Grey com Bela Swan e Edward Cullen. Porquê?

Anastasia similarmente a Bela, tem uma auto-estima mediocre, embora seja bonita o suficiente para que todos os rapazes seus conhecidos sejam apaixonados por ela. Não se interessam por roupa ou futilidades, são ambas destrambelhadas e sem jeito para qualquer tipo de desporto, e parecem ter as hormonas avariadas até aparecer o “tal”.

No caso da Bela, considero perfeitamente normal, pois é uma jovem que anda no secundário, tem 17 anos… Ok, é raro mas ainda assim aceitaval…

Mas quem consegue chegar aos 21 anos completamente assexuada por qualquer tipo de relações, onde todos os homens até á data são inatrativos, não se masturba sequer, e depois transforma-se de um dia para o outro numa máquina sexual de orgasmos múltiplos, alguns sem contacto e até enquanto dorme? Será esta ideia minimamente racional? Bom, para mim não o é.

Já Christian, tal como Edward, é um homem influente, bonito, rico, atrativo que parece ter uma necessidade desproporcionada de proteger, tal como a necessidade de presentes caros (no caso, ambos têm o mesmo desejo de trocar as latas velhas das protagonistas, por carros de luxo vistosos). Ambos aproximam-se  da “rapariga” descrevendo-se como perigosos, sublinhando o cuidado que estas devem ter antes de se aproximarem demasiado.

As conversas românticas são ambas do mesmo género. Centram-se na pouca auto-estima de protagonista por se sentir inferior ao lado de um homem tão bonito, mesmo que o homem lhe diga mil vezes, que está interessado e fascinado também. Uma espécie de “ Eu gosto de ti” seguido de “Não! Eu é que gosto mais.”

Algures no livro As cinquenta sombras de Grey há uma frase extremamente semelhante á saga Twilight, nomeadamente ao livro “Lua Nova”, qualquer coisa como: “ A minha memória não fez justiça á sua beleza. Ele é ainda mais bonito do que aquilo que me lembrava. Demasiado óbvio?

Mas voltando então ás cinquenta sombras. Na verdade li a primeira metade do livro quase seguida, e com alguma rapidez (sinal de que estava a gostar).

O livro é sexy, chama a atenção, e pode até ter ideias apelativas. Mas qual o problema da segunda metade?

Na minha opinião, tudo se tornou demasiado repetitivo. “ Não mordas o lábio debaixo Anastasia”, “ Vou foder-te agora Anastasia”, “Quero passar o dia a fazer sexo contigo Anastasia”… E infelizmente descreve mesmo todas as vezes que eles têm sexo… Ok isto teve piada as primeiras vezes, mas talvez a partir da sexta vez, já não me sinta tão interessada em seguir a vida sexual deles tão de perto. É simplesmente chato!

Algo que me mete confusão foi a transformação de Anastasia num Elfo Doméstico! “Sim Harry Potter senhor, tudo o que Harry Potter mandar. Fico feliz por servir a Harry Potter”

A ideia geral que tive no inicio do livro era (pensava eu) que embora Grey não passasse de um sadomasoquista Dominador, Anastasia Steele usaria a virgindade como carta debaixo da manga, para conduzir Grey a  algo que este também nunca tivesse experimentado. Mas a minha previsão não foi em frente, e foi realmente quando o livro me começou a desiludir.

Nisto (foi a gota de água) Mr Grey afirma quando Anastasia propõe pagar-lhe o jantar: “Agora queres castrar-me Anastasia?”

Hmmmm este homem já foi sodominado por uma mulher que lhe metia objectos “vocês imaginam onde…” Parece-me muito mais castrador do que pagarem-lhe um jantar… Mas isto sou só eu a dizer…

Critíco ainda a falta de promenores descritivos das personagens, e de regra geral a história ser quase na integra debruçada neles os dois. É quase sempre cortada quando os dois não estão juntos o que torna tudo ainda mais cansativo… Nem consegui sentir saudades do Mr Grey!

O história em si despertou-me um interesse mediano. Quero ler o resto da triologia, mas admito que não estou tão entusiasmada como quando o comecei a ler! E vocês? Já leram este livro? O segundo sai já em Outubro, e claro, não vou deixar de o ler, para perceber se a autora ainda me dará ou não a volta…

O “segundo” texto sobre as gordinhas de Margarida Rebelo Pinto – O esplendor da carne

Na verdade este artigo é anterior ao tão badalado “as gordinhas” mas não causou tanto impacto ou indignação. Para ler o texto na integra clicar aqui !

Analisando o texto, poderemos talvez deduzir que o preconceito de Margarida com as gordinhas, está a nascer e a desabrochar por esta altura. O texto desta vez não puxa tanto ao insulto mas sim á confusão e perplexidade.

Talvez não passe de senso comum da minha parte, mas acredito que Margarida Rebelo Pinto após todos os esforços para proporcionar a si própria na integra o “magreza é beleza”, fique absolutamente extenuada de encontrar á sua volta, mulheres que sem qualquer tipo de complexo, destapam o corpo com naturalidade, para usufruir do direito geral de um bom dia de praia.

Ora naturalmente para alguém que não perceba o que significa viver sem complexos ou futilidades, veja com pudor, o “destapamento” do corpo nu imperfeito.

Margarida Rebelo Pinto está confusa… Ali está ela, na sua magreza ossuda, procurando perceber, porque é que estas “gordinhas” são felizes assim? Como é possível envergar um sorriso bem disposto, quando se enverga também uma boa pança? Bem, é exatamente aqui que nasce o problema…

O ser humano é unico, e não existe ninguém igual a ninguem… E o que faz feliz a um, longe está de fazer feliz  um outro!

Sim Margarida, é natural que não se sinta atraida por corpos gordos ou cheiinhos, mas o problema está no estado confuso da sua mente por outros gostarem ou não ligarem… Essa parte só diz respeito a cada um…

O “ser” gordo, não é um ser assexuado sem apetites ou falta de sexismo… É simplesmente  um tipo de sexualidade não popularizado nos media, ou na sociedade em geral, mas não quer dizer que não tenha seguidores e não seja considerado! Minha cara, a sua opinião tão própria sobre um assunto não pode ser minimamente considerada, pois todos pensamos diferente e nem toda a gente está obcecada por seguir padrões corporais alusivos a publicidades, revistas e moda.

Se falar de comida para si é desinteressante, tem que compreender que para muitas pessoas, muitos dos seus assuntos também o serão.

O segredo não está em olhar para gordinhos felizes e tentar compreender. O segredo está em aceitar a diferença! Nem toda a gente pensa igual, nem o mundo seria interessante assim.

A Margarida procurou o segredo para a felicidade dos gordinhos, sem por um único momento pensar como eles. Nunca os iria perceber, pensando com o tipo de mentalidade que pensa de si para consigo…

Tentar perceber os gordinhos sem êxito, foi o que a levou a um estado de ignorância. E é da ignorância que nasce a discriminação e o preconceito! Da próxima não tente perceber – simplesmente aceite!

Nota: Se gostaram deste texto, comentem, todo o feedback é bem vindo! Se gostaram do blog podem seguir tudo pelo facebook, basta pôr um gosto no canto superior direito da página. Obrigado por lerem!

Margarida Rebelo plagia… a si mesma? – Sim…

Em Outobro de 2005, João Pedro George decide expor no seu blog (esplanar@blog.pt), um texto que depressa foi manchete, e noticia no Jornal 24H.

Depois de uma leitura exaustiva das obras de Margarida Rebelo Pinto, João George afirma que a escritora mais popular de Portugal afinal copia-se a si própria.

Sim ouviram bem – a si própria. Margarida Rebelo Pinto repete as mesmas frases e expressões, livro após livro.

A escritora entrou com uma providência cautelar contra João Pedro George, mas as suas tentativas foram inúteis, e o livro “Couves e Alforrecas” de 64 páginas acabou mesmo por sair.

Que diz então João George sobre o assunto?

Ao que parece existem frases de tal maneira geniais que o melhor é cultivá-las em todos os livros… Passo a citar alguns dos exemplos:

«As crónicas da Margarida, página 143: «E, como diz António Lobo Antunes, quando um coração se fecha, faz muito mais barulho do que uma porta». Em Não Há Coincidências; página 242: «O António Lobo Antunes diz que o coração quando se fecha faz muito mais barulho do que uma porta». Em Artista de Circo, página 147: «Quando um coração se fecha faz muito mais barulho do que uma porta, diz o António Lobo Antunes». Em Não Há Coincidências, página 22: «Saio de casa ainda é noite cerrada. O portão abre-se silenciosamente, cúmplice nas minhas saídas madrugadoras e regressos tardios»; página 132, do mesmo livro: «Saio de casa ainda é noite cerrada. O portão abre-se silenciosamente, cúmplice nas minhas saídas madrugadoras e regressos tardios».

Serão as personagens dos seus livros tão fielmente parecidas que as mesmas frases, encaixam perfeitamente nos diferentes livros? Aparentemente sim!

João George afirma que as personagens de Margarida Rebelo Pinto são quase todas uma reminiscência, sendo que todas são giras, solteiras, na casa dos trinta anos, e com os mesmos objectivos de vida. Toda a caracterização de personagens que figurem estatutos sociais baixos, são pobremente descritos.

Mais ainda, após a publicação do artigo “as gordinhas” podemos perceber a arrelia de Margarida Rebelo Pinto pelas pessoas que sabem comer bem. Senão vejamos o seu modo de adjectivação:

«Expressões como «impotente como um peixe», «cara inchada que parece um bolo», «duas loiras bem cheias com cara de couve», «cara de ovo cozido», «fazia cara de pescada enjoada»

João Paulo George refere também os lugares preferidos de Margarida Rebelo Pinto, que acabam por se tornar um cliché de tal é a forma que são utilizados, tal como o Bairro Alto ou o Lux.

Apesar de tudo, Margarida Rebelo Pinto é a escritora que mais vende em Portugal, e os seus livros são traduzidos para várias outras línguas. No entanto parece perder um pouco de popularidade depois do desastroso e discriminatório artigo “As Gordinhas”. Mas será que com o tempo, o assunto será novamente esquecido? O seu próximo livro será tão vendido como todos os outros?

Esperamos para ver… E comentar!

Pretty Little Liars – A beleza é um bem superficial

Para quem vê a série e leu a minha revisão ao primeiro livro, provavelmente não vê grandes diferenças do livro para a serie. Na verdade o primeiro livro até é retratado quase que fielmente. Mas é neste segundo volume que as coisas começam a mudar ligeiramente.

Após a policia encontrar o corpo de Alison DiLaurentis no quintal traseiro da casa onde esta viveu, as quatro amigas juntam-se finalmente no funeral para uma ultima homenagem, e descobrem finalmente que “A” não ameaça unicamente uma delas, mas que todas recebem as mesmas ameaças. E todas elas têm segredos que apenas Alison conhecia. E parece que “A” já não consegue esperar para dar com a língua nos dentes.

Ora, embora tenham descobertos que são vitimas em comum, as quatro amigas mantêm-se distantes, cada uma sem querer revelar ás outras, qual a forma de chantagem que “A” utiliza para cada uma delas.

Spencer Hastings – Ser perfeita como a irmã torna-se cada vez mais difícil, agora que toda a familia descobriu o seu caso com o namorado de Melissa – Wren. Spencer está absolutamente sozinha na própria casa, onde parece que ninguém voltará a falar para ela… Mas talvez o castigo tenha sido demasiado, pois é assim que Spencer decide continuar a encontrar-se com Wren (e ao contrário do que vemos na serie, é com ele que acaba por ter relações).

Hanna Marin – Mona Vanderwall, a sua melhor amiga parece descontente com o distanciamento de Hanna. Esta no entanto tem como preocupação Sean, que parece achá-la uma leviana desesperada por sexo e acaba a relação, após Hanna tentar forçar o acto.Hanna está cada vez mais próxima dos seus actos bulimicos, mas nisto o pai reaparece na sua vida. Hanna torna a reencontrar-se com Kate (filha da namorada do pai), e decide dar-lhe uma segunda oportunidade de amizade.. Mal jogado Hanna…

Aria Montgomery-  Ezra encontra-se firme na decisão de andar com uma aluna, quando descobre no telemóvel de Aria que “A” sabe de caso. No entanto parece que Aria não consegue sofrer por um homem durante muito tempo, pois nisto aparece Sean, recém separado de Hanna. Aria desabafa com Sean o caos em que está a sua família, e como sabe que o pai tanto anos depois reatou com a antiga amante Meredith. Sean em troca conta-lhe um segredo seu: “Já não tem a certeza se quer permanecer virgem por muito mais tempo”.

Emily Fields – Parece demorar a perceber que é homossexual. Afasta-se de Maya, ignorando as suas vontades primárias. Após ser agredida por Ben (o seu ex-namorado que descobre o seu caso com Maya) é salva por Toby, o irmão de Jenna. Emily não se apercebe que Toby sabe de todo o envolvimento delas no caso Jenna, e acaba por a sair com ele, no desespero de não se sentir homossexual.

Mas parece que Toby só levou com as culpas da cegueira de Jenna, porque Alison também sabia um segredo seu. Um segredo que parece ser ainda mais repugnante do que cegar Jenna, pois Toby preferiu arcar com as culpas desse caso, do que enfrentar aquilo que Alison sabe. E não, Toby não é a boa pessoa que na serie acaba por se envolver com Spencer. Na verdade, Toby nem sequer chega terceiro livro… É ler para ver!

 

 

O que diz Margarida Rebelo Pinto sobre as “gordinhas” … E o que tenho eu a dizer!

Hoje venho-vos falar de um tema um pouco diferente do usual, no caso, um pequeno rebate a um artigo no jornal “Sol” da autoria duma das mais famosas escritoras portuguesas, Margarida Rebelo Pinto. Para verem o artigo na integra cliquem aqui.

Ora este artigo pode ser considerado no minimo algo estereótipado, preconceituoso e a roçar na ignorância, vulgaridade e falta de bom senso.

Resumidamente, depois de ler este texto verdadeiramente insultuoso e insensivel, não percebo porque Margarida Rebelo Pinto continua a aclamar “gordinhas”.

Se tem essas ideias mais vale corrigir logo ao preconceito éticamente correcto: que chame badochas, requeijões, pequenos elefantes, porque não?

Afinal se ao texto não falta a sensibilidade, porque se dar ao luxo de eufemismos como “gordinha”?

Ora pelas palavras de Margarida Rebelo Pinto, o que é este animal generalizado, e meio humano, que adquire mais direitos que os outros, intitulado a “gordinha”? E tenham em atenção que nem sequer fala em gordinhos no masculino..

Então a gordinha é alguém que acompanha grupos de rapazes como uma melhor amiga maria-rapaz que se pode comportar como eles, e que é defendida pelos rapazes com unhas e dentes, indiferentes aos comportamentos impróprios que estas possam ter, porque afinal, não é, são consideradas meio homens… E apenas têm o direito a entrar em vias de facto se esses mesmos homens estiverem entornados em alcoól, onde qualquer coisa serve para “aliviar”.

Então a senhora Margarida não sabe que existem gostos para todos os géneros? Que nem todos os homens gostam de corpos magros? Que todos somos diferentes e que todos temos gostos diferentes?

Uns gostam de loiras, outros de morenas, outros de magras, outros de gordas, cabelos curtos, cabelos compridos, há gostos para tudo.. Porque afinal todos somos pessoas diferentes e ninguém é obrigado a seguir o estereótipo imposto pela sociedade do que é moralmente correcto, a atracção pelos corpos de sereia e pela menina bem comportada cheia de regras de etiqueta.

Ora as “gordinhas” são populares. A Margarida Rebelo Pinto não deve com certeza ter em conta todos os casos de bullying contra pessoas de excesso de peso, que os leva ao insucesso, a disturbios alimentares, e á valeta da sociedade, pois muitos desaprendem a socializar-se devido á constante gozação, e aos penosos dias de sofrimento e insultos que carregam para toda a vida, que com certeza não é a melhor ajuda para emagrecerem.

E outra questão ainda… E se essa “gordinha” fôr feliz como é? Se sentir bonita, talentosa e se comporte exatamente como aquilo que se sente por dentro, e se sinta feliz da vida, tal e qual como é? Quem é esta senhora para a vir rebaixar a dizer que esta “gordinha”não passa de uma promiscua desesperada para ter relações sexuais com o primeiro que a queira?

Quê? Não há magras que fazem exatamente o mesmo?

Mas não, estas “gordinhas” têm um estatuto especial entre os homens. Elas podem comportar-se como quiserem, enquanto que as magras e bonitas têm que se comportar com delicadeza, elegância, lucidez e sei lá eu que mais.

Pois bem, se essa é a sua experiência de vida, eu digo-lhe a minha. Tenho várias amigas magras e giras que dizem palavrões, falam alto, sabem festejar e não têm tabus nenhuns em relação á vida sexual. E estão-se a marimbar para a posição do homem quanto a isso.

Se no grupo da Margarida isto não se passa, e as boazonas não passam de más línguas que invejam as “gordinhas” simplesmente por elas serem elas próprias, e gordas felizes, que tal trocar de grupo em vez de colocar a culpa nas “gordinhas”?

Afinal no caso que relata não parecem ser elas a estar de mal com a vida. Cada um que olhe pela sua, em vez de dar sugestões maldosas sem carácter ou qualquer moral!

E não, eu não sou gorda, sou magra! E ainda assim, desprezo tudo o que ali está escrito. Absolutamente repugnante, cheio de juizos de valor, falta de ética, e senso moral.

As pessoas são pessoas. Abaixo todo o tipo de Bullying por aqueles que se consideram superiores aos outros!

Se gostou deste artigo, pode seguir este o blog através do facebook, basta clicar gosto na coluna acima indicada.Pode deixar também um comentário, adoraria ter feedback sobre aquilo que acharam deste artigo, e do artigo de Margarida Rebelo Pinto !

Pretty Little Liars – Nunca confies numa rapariga bonita

“Três podem guardar um segredo, se duas estiverem mortas” Benjamin Franklin

A cidade de Rosewood parece ser o sitio perfeito para viver. Cheira a relva fresca no verão, e a fogões de lenha no inverno. Em vez de casas pré-fabricadas (usuais nos EUA) Rosewood é composta por mini mansões, com acabamentos em mármore, piscinas, jacuzzi, e todo o luxo possível  para os seus habitantes de classe média alta.

Ali, os adolescentes são todos parecidos. Bonitos, bem vestidos, com telemóveis de ultima geração, e carros de alta cilindrada. A vida parece perfeita em Rosewood Day… Mas não, se esgravatar-mos apenas um bocadinho.

Sara Shepard, é a autora de Pretty Little Liars. A história é narrada com uma entoação escarninha, talvez até com alguma mesquinhez, dando ênfase ao tipo de sociedade e mentalidade para onde seremos transferidos, mal damos inicio á leitura.

Alison DiLaurentis, é uma rapariga linda, perfeita, boa aluna, e uma desportista exemplar e competitiva. Todos sonham ser como Alison ou tê-la como amiga. Ou será que não?

Alison desaparece misteriosamente no final do ano lectivo do sétimo ano. No inicio todas as suas melhores amigas, choram e afligem-se. Quem levou Alison? O que lhe teram feito? No entanto com o passar dos anos, o caso começa a esmorecer. As amigas tentam encerrar o luto por Alison.

A aflição começa a dissipar-se, dando lugar a um novo sentimento – alivio…

Com Alison desaparecida, elas têm a certeza de que todos os seus segredos, estarão seguros.

As raparigas separam-se, deixando de se contactar, e passam entre si na escola, fingindo que não se conhecem.

No entanto, três anos depois, alguém as chantageia, e pretende denunciar todos os seus segredos. Todas elas em comum recebem mensagem do misterioso “A”, que parece saber todos os segredos enterrados do passado, mas também os do presente.

Aria Montgomery esteve emigrada na Islândia durante doia anos, e volta a Rosewood, com o mau pressentimento de que ali será apenas atormentada pelas más lembranças. Apenas Alison e ela, sabem do caso que o pai de Aria teve outrora com uma aluna de vinte anos, apanhado em flagrante pelas duas, num banco traseiro de um carro. Aria, esconde o que viu á mãe, mas será que “A” o fará por ela?

Não sendo a única preocupação, Aria envolvesse com um  atraente desconhecido num bar mal cheiroso, logo no primeiro dia de volta a Rosewood. Depois de um caso, nas casas de banho sujas do bar, Aria volta a reencontrá-lo, nada mais nada menos na escola, como professor Fitz, o novo professor de inglês. “A” parece estar a par, do seu novo romance. Afinal relações professor-aluna, talvez sejam de família.

Spencer Hastings é filha de uma importante família, onde ser perfeito, é mais que obrigatório. Com complexo de inferioridade habitual de irmã mais nova, Spencer combate efervescentemente Melissa (a sua irmã mais velha), ficando no entanto sempre aquém das suas expectativas. Á no entanto algo, que Spencer sempre ganha ás custas da irmã – os seus namorados. Afinal, quem manda Melissa envolver-se com rapazes tão apetitosos e sexy?  Apenas confidenciara com Alison, o caso com o ex-namorado da irmã, Ian Thomas. Mas então como é que “A” parece saber também?

Emily Fields é a filha modelo, de perfeita educação e obediência. Pratica natação com afinco para ganhar uma bolsa universitária, e namora com o capitão de equipa Ben, um rapaz atlético, bonito, de olhos azuis. Mas então porque é que Emily se sente enojada, sempre que sente a língua de Ben no seu pescoço? Porque é que Maya (uma nova aluna, residente agora na antiga casa dos DiLaurentis) parece muito mais apetecível e fresca? Emily apenas beijara anteriormente uma rapariga – Alison. Mas isso não significa que ela seja gay pois não?

Hanna Marin uma antiga tótó do grupo, gordinha e cheia de problemas de auto-estima. Após o desaparecimento de Alison, Hanna junta-se a Mona Vanderwall, outra croma, que sempre fora desprezada por Alison, e decidem reinventar-se. De um ano para o outro passam a ser as raparigas mais bonitas e populares da escola. Mas Hanna não conseguiu ficar magra apenas com exercício. A escova de dentes goela abaixo foi na verdade a sua melhor amiga para conseguir o corpo que tem actualmente. Esse vicio agora já ultrapassado (mais ou menos), dá lugar a outro – roubar artigos de luxo, nas lojas preferidas. Mas “A” não parece disposto a deixar passar e branco.

Hanna, após o esforço atroz para perder peso, e virar sexy e arrebatadora, consegue finalmente o seu objectivo, namorar Sean Ackard. No entanto todos os esforços parecem ter sido em vão, pois Sean ingressa num clube de virgindade, e parece que Hanna não é para ele, a rapariga ideal para a primeira vez.

Será que “A” denunciará os segredos de cada uma? Será que ele também sabe do caso que todas receiam em conjunto? O caso Jenna?? Apenas elas sabem o que se passou com Jenna. Mas por vontade delas, ninguém mais poderá saber.

Será por causa de Jenna que Alison desapareceu?

Nota: Após reler a colecção pela segunda vez, e de já saber quem é o “A”, não entendo como é que “A” pode ter estado em três sitios diferentes na noite da festa do Noel Kahn, quando tinha perfeito alibi e se encontrava também com os copos.. Fica por explicar….