Anne Rice, A criadora do Vampiro Humanizado – O que ela pensa sobre Stephanie Meyer?

Howard Allen O´Brien, nasceu em 1941. Já na escola, escolheu ela própria que a tratassem por Anne. Viria-se a casar com Stan Rice, nascendo assim a pséudónimo da enigmática Anne Rice.

Anne ficou conhecida pelo seu diferente ponto de vista pelos mundos obscuros, e da humanização dada ás criaturas miticas, até aí apenas ligadas ao mundo do mal e ao terror.
“As Crónicas do Vampiro” apresentam uma vasta obra, entre elas a mais conhecida “A entrevista com o Vampiro”, o seu primeiro livro escrito em 1976, após a morte da sua filha devido a leucemia.

No seu estado mais obscuro de perda e dor, Anne Rice inspira a personagem Claudia em lembrança de sua filha, usando a escrita como método de auto-terapia, escrevendo o livro em apenas uma semana. A obra mítica chegou ao grande ecrã nos anos 90.
Os vampiros protagonizam criaturas que tal como o homem mantêm a ignorância sobre o bem e o mal, a existência de Deus, e a mística do mundo e do universo.

Matando como instinto de sobrevivência e não por pura maldade, os vampiros de Anne Rice buscam o porquê da sua existência, a razão entre o mal e o bem, e qual o seu papel no mundo. São personagens complexas, todas elas com apaixonantes teorias e filosofias, descrevendo sentimentos, estados de espiríto e medos, de criaturas que perderam o seu lugar no mundo, e procuram pela razão do seu ser.

Não passa indiferente nas suas obras o forte erotismo e beleza atribuídos a estas criaturas míticas, roçando o homossexualismo devido á natureza auto-erótica que Anne Rice atribuiu aos seus Vampiros
Após vários anos de sucesso, onde todas as suas obras foram consideradas best-siller, agradando sobretudo a jovens e a culturas góticas, Anne Rice acabou por perder mediatismo ao longo dos anos. Anne tinha prazos estipulados muito curtos, chegando a escrever doze horas por dia, e a sua qualidade de escrita dos últimos livros de “As crónicas do Vampiro”, não é de longe superável aos primeiros.

Após a morte do seu marido em 2005, Anne Rice deixou de escrever sobre temas ocultos, passando agora para temas sobre a religião, na sua habitual critica e iluminada visão, já retratada nos seu livros anteriores.

Anne Rice nutre uma espécie de amor platónico pelas suas personagens, especialmente por o Vampiro Lestat (intrepretado no filme por Tom Cruise), e também por Louis (interpretado por Brad Pitt).

Qual a visão de Anne Rice sobre os novos Vampiros Cullen, e o mundo de fantasia de Stephanie Meyer, que vêm rivalizar com as suas amadas personagens?


Um artigo de jornal da University of North Dakota acabou nas páginas do jornal The Guardian. A escritora comentou o trabalho de Stephenie Meyer, a criadora da Saga Crepúsculo.
Anne Rice declarou que as suas personagens “sentem pena de vampiros que brilham ao sol”. Além disso, disse que Louis e Lestat nunca se interessariam por imortais ( os Cullen) que optam por passar a eternidade indo a escola repetidamente numa cidade pequena. Afirma ainda que ” Os meus vampiros possuem força de carácter. Eles podem ser misericordiosos”. – reafirmando a opção e força de vontade que as suas personagens possuem, contra os vampiros levados pelos instintos de Stephanie Meyer. Após descobrir este artigo não pude deixar de sorrir, mediante a ideia de imortais a repetir o secundário várias e várias vezes sem uma ordem de vida filosófica, sem procurarem por respostas da sua existência, ou sem demonstrarem grande tipo de ambição.
Embora a ideia seja realmente ridícula, os livros de Anne Rice são bem mais monótonos e difíceis de promoverem a atenção, do que os de Stephanie Meyer. Nem tudo pode ser perfeito!

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